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11/07/2017 - 10:31
Pesquisa aborda a recuperação de um atleta de CrossFit pós competições
Egresso do curso de Pós-Graduação em Educação Física, Ramires Tibana, busca em seu estudo entender como se dá a recuperação de um atleta após uma competição cross-training.
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
Criado na década de 1990, pelo americano Greg Glassman, a modalidade do CrossFit consiste num programa de treinamento funcional completo com exercícios que englobam movimentos de levantamento olímpico, levantamento terra, supino, agachamento, movimentos de ginástica e atividades cardiovasculares. Para entender como funciona a recuperação de um atleta do CrossFit após uma competição, o egresso do do curso de  Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília (UCB), Ramires Tibana, está desenvolvendo a pesquisa “Análise temporal das respostas hormonais, bioquímicas, neuromuscular e perceptivas após uma competição cross-training”.

O CrossFit é um esporte que garante um treino diferenciado, desafiador e completo. “De acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte e com o National Strength and Conditioning Association, o CrossFit, é considerado como um programa de condicionamento extremo, ou seja, atividades com alto volume de repetições realizadas com alta intensidade”, explica Ramires.

Semelhante a um circuito de academia, que consiste em atingir metas, o CrossFit desafia o praticante a superar seus limites e a buscar sempre cumprir o objetivo do treino.  “É necessário ter consciência, pois o CrossFit exige muito de quem prática, seja atleta ou não. Muitas pessoas buscam a modalidade por acharem que terão condicionamento e um corpo bonito em pouco tempo, mas na verdade para se ter hipertrofia e emagrecer existem fatores extremamente complexos que não dependem apenas do treinamento, mas da alimentação”, ressalta.

Diferente do que as muitos pensam, é possível conciliar o CrossFit com outras atividades físicas, como forma de melhoramento do condicionamento cardiovascular. “A musculação é a melhor opção para quem busca hipertrofia. Porém é preciso ter prudência para dosar o volume de treino e evitar consequências negativas de um overtraining, inclusive aumentando a possibilidade de alguma lesão”, explica Ramires.

Praticante de CrossFit há 4 anos, Rodrigo Marques Paulino, 25 anos, é um dos atletas que colaboram com a pesquisa. Rodrigo conta que: “o CrossFit melhorou a minha resistência cardiovascular, muscular, força, flexibilidade, agilidade, equilíbrio, coordenação, além da qualidade de vida que evoluiu muito. Hoje eu durmo melhor e me alimento corretamente”.

No Brasil existem quase mil academias de CrossFit e tem surgido bastante competições associadas à modalidade. Em Brasília, todo ano, são entorno de cinco a seis competições. Doutor em Educação Física pela UCB, Ramires explica que “ainda não existem estudos indicando os marcadores de inflamação e danos muscular pós competição do atleta. O objetivo da pesquisa é saber como funciona o estado de recuperação desses competidores após a competição. Então, estamos analisando marcadores de stress celular, de inflamação antes e ao longo de 72h após um período de competição e relacionar esses índices com os marcadores fisiológicos, como por exemplo, o VO2 máximo, composição corporal e a força muscular”.


Carolina Matos

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