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12/03/2018 - 15:07
Professora apresenta estudo sobre alfabetização midiática
Pesquisadora Renee Hobbs, dos Estados Unidos, apresentou o processo de alfabetização midiática no mundo e por que devemos ficar atentos às fake news
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
A doutora em Educação e Desenvolvimento Humano pela Universidade Harvard e professora da Faculdade de Comunicação e Mídia da Universidade de Rhode Island (Estados Unidos), Renee Hobbs, esteve no auditório do Bloco G, nesta segunda-feira, 12, para uma palestra com os estudantes da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação.

A fundadora do Media Education Lab (promove a educação nas mídias digitais por meio da pesquisa e do serviço comunitário nos EUA), Renee Hobbs falou para a comunidade acadêmica sobre a alfabetização midiática e a importância de se combater as chamadas fake news (notícias falsas).

“Há quem utilize redes sociais sem se dar conta de que certos conteúdos são publicitários e até notícias falsas. Devemos ter consciência de que somos influenciados a todo o momento pelas propagandas que nos cercam e saber filtrar as informações”, ressaltou a professora.

Nos Estados Unidos, a preocupação é grande com o assunto desde o último processo eleitoral, em 2016. Durante a disputa para presidente daquele país, segundo dados da organização Politifact (que atua verificando informações veiculadas nas redes sociais por jornais e demais mídias), apenas 4%, de 474 menções feitas ao então candidato, Donald Trump, foram categorizadas como verdade.

A pesquisadora Renee Hobbs defende o investimento maciço na área da educação, a fim de formar cidadãos que possam ter mais consciência, discernimento e autonomia frente a conteúdos vinculados nas mais diferentes mídias (incluindo jornal, rádio, TV, sites e grupos de WhatsApp).

“A alfabetização midiática contribui para o exercício da cidadania. A partir disso, podemos pensar em nós mesmos não apenas como consumidores, mas também como produtores de mídia, compartilhando e criando nossas próprias histórias”, destacou Renee Hobbs.

Educação digital e midiática

A pesquisadora explicou o processo de educação que ocorre nos Estados Unidos e destacou que 40% dos estudantes têm o acesso à educação digital e midiática durante o ensino fundamental.

“Em geral, a alfabetização midiática se concentra em um professor ou em um pai que é entusiasta do assunto. Em média, as crianças têm acesso a esse aprendizado entre os 11 e os 13 anos. Nós estimamos que 40% de todos os estudantes estadunidenses têm acesso a algum tipo de educação digital durante o ensino fundamental”, disse.

Já sobre o tempo gasto por crianças com acesso às mídias, diariamente, a professora questionou: “vamos deixar que a comunicação de massa controle cinco horas por dia do desenvolvimento de uma criança sem ter alguma conversa sobre as mensagens que ela recebe? Vamos fingir que o tempo que ela passa com a mídia é desimportante? ”.

Segundo a diretora da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação, professora Anelise Pereira Sihler, conhecer o ambiente midiático é de extrema importância no mundo digital e globalizado que vivemos. Para ela, quanto mais cedo inicia-se a educação digital melhores serão os processos educacionais envolvendo esse tema.

“O nosso desafio, enquanto docentes, é trabalhar a questão da interpretação de textos, do processo digital da nova alfabetização e de como as academias podem trabalhar para deixar a comunicação mais claras”, frisou a professora Anelise.

Parceria Embaixada dos EUA/UCB

De acordo com o chefe de Gabinete da Reitoria e coordenador da Assessoria de Relações Internacionais, professor Creomar de Souza, a palestra foi intermediada pela Embaixada dos Estados Unidos, fortalecendo a parceria firmada entre as instituições. “Dentro da parceria que temos com a Embaixada dos EUA desde 2012, eles, muito gentilmente, nos ofertaram uma palestra com a professora Hobbs, que foi prontamente recebida pela Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação, que providenciou, juntamente com a ARI, todos os meios necessários para que pudéssemos realizar o evento. ”

“A professora Renee Hobbs dialoga de maneira muito aberta com os estudantes e isso não só dá oportunidade para os alunos de Comunicação da UCB aprenderem coisas novas como também abre o espaço para que nós façamos uma reflexão tão importante em ano eleitoral, dentro do ambiente acadêmico”, ressaltou o professor Creomar, citando as notícias falsas durante as eleições presidenciais americanas e projetando as eleições no Brasil, em outubro.

Fake news


O coordenador do curso de Jornalismo, professor Leandro de Bessa Oliveira, destacou alguns pontos da palestra da professora Hobbs, lembrando que as notícias falsas, principalmente em períodos eleitorais, são uma prática antiga, mas acentuada atualmente pelas redes sociais.

“Existem várias outras formas de fake news, mas a abordagem da professora aponta que sátiras, propagandas, histórias, ficções, ou seja, a vida com narrativas inventadas não é uma coisa da atualidade. Talvez o termo ‘fake news’ seja esse conceito que se prolifera hoje por uma questão ligada muito às redes sociais e esse fenômeno do compartilhamento de informações, apresentado pela pesquisadora, sem que você tenha uma identificação de onde veio, qual é a fonte ou até mesmo quando você compartilha sem completar a leitura, favorece a disseminação de inúmeras notícias falsas, fazendo com que isso se torne um processo debatido”, destacou o professor Leandro.



Rodrigo Eneas

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