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22/08/2018 - 11:09
Programas sociais são referências mundiais no combate à fome
Diretor do Centro de Excelência contra Fome na ONU participa de aula especial para estudantes do curso de Relações Internacionais. Ele falou sobre programas de sucesso que são replicados em outras partes do mundo
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Esquerda Fotos: Rodrigo Eneas Direita
 O curso de Relações Internacionais promoveu uma Master Class (Aula Especial) para seus estudantes, na manhã de hoje, 21 de agosto, no auditório do Bloco K. O convidado foi o diretor do Centro de Excelência contra Fome, do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Daniel Balaban, que falou sobre a “Atuação do PMA/ONU no Brasil: Cooperação Sul-Sul”.

Segundo a coordenadora do curso, professora Rosana Corrêa Tomazini, o convidado tem boas experiências para compartilhar com os estudantes, principalmente falando sobre a cooperação Sul-Sul, na área de alimentação. “O Brasil desenvolve vários programas internamente e sabemos que há uma grande procura de outros países para obter conhecimento sobre as ações que tomamos, principalmente na África, América Latina e Ásia. Então, nosso convidado vem trazer exatamente essa experiência nesse tipo de cooperação que é tão cara para as Relações Internacionais”, destacou a professora Rosana.

Falando sobre mercado de trabalho, a coordenadora do curso destacou que o ramo de atuação do palestrante é um dos setores em alta nas Relações Internacionais. “É uma área que carece de profissionais formados, então, o curso de REL pode preencher esse espaço vazio na cooperação internacional formando profissionais qualificados”, frisou.
Palestra

Daniel Balaban destacou que o Brasil tem sido o espelho para países africanos e asiáticos que querem implementar programas próprios de alimentação escolar.
“A União Africana, por exemplo, tem hoje uma determinação de que os países devam criar programas nacionais de alimentação escolar e todos estão trabalhando nessa direção. O Brasil tem sido o espelho para que esses países criem os seus próprios programas”, afirmou Balaban.

“No Brasil temos uma tendência de não olhar muito que está acontecendo lá fora, por isso muita gente não conhece, por exemplo, os programas das Nações Unidas. Demoramos muito a nos abrir para o que acontece no mundo. Hoje temos poucos estudantes de Relações Internacionais, muito menos do que precisaríamos para propor ideias/ações para o nosso relacionamento externo”, destacou Daniel Balaban.

Sobre o Centro de Excelência contra Fome, organismo gerenciado por Daniel, ele destacou a ação do Brasil em levar programas sociais para outras partes do mundo. “O Brasil é tido como o país que teve as melhores experiências em programas sociais no mundo. Isto é uma realidade, é uma verdade e está em qualquer estudo do Banco Mundial, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros órgãos conservadores sobre os resultados dos programas sociais desenvolvidos no Brasil”, disse.

O programa de destaque é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), considerado um dos maiores e melhores do mundo. “Pouca gente conhece o Pnae. O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem um programa de alimentação universal e que atende todos os estudantes matriculados em escolas públicas no país. São 160 mil escolas públicas e um total de 45 milhões de estudantes. Desde as creches até o final do ensino médio. E todas essas escolas citadas têm programas de alimentação. Somos o único país que registrou esses programas em lei. Não importa se a pessoa tem ou não condição, todos os estudantes matriculados recebem alimentação balanceada e organizada por nutricionistas. Fomos o primeiro país do mundo a abolir doces e refrigerantes nas escolas públicas”, ressaltou Daniel.

O Centro de Excelência contra Fome é uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos e o governo brasileiro, que busca ser um espaço global de intercâmbio de experiências, de desenvolvimento de capacidades. Trabalha, atualmente, com 18 países na América Latina e Caribe, África e Ásia, que foram selecionados segundo critérios específicos.








Rodrigo Eneas

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