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14/09/2018 - 16:56
UCB debate a prevenção ao suicídio em mesa-redonda com especialistas
Evento inicia a série de atividades realizadas em meio ao Mês de Combate ao Suicídio, promovidas pelo projeto UCB Acolhe
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Esquerda Fotos: Rodrigo Eneas Direita
Com o objetivo de esclarecer, prevenir, conscientizar e estimular ações de valorização da vida, o Mês de Combate ao Suicídio, conhecido como Setembro Amarelo, vem sendo amplamente difundido no Brasil e no mundo. Para fomentar o debate e discutir a prevenção ao suicídio, a Universidade Católica de Brasília (UCB) promoveu, nesta sexta-feira (14), a mesa-redonda “Prevenção ao suicídio: uma tarefa para muitas mãos”, com especialistas da área engajados com a valorização da vida.

O evento é uma iniciativa do Projeto UCB Acolhe e contou com a participação do Dr. Marcelo Tavares, professor e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), de Adelina Moreira, assistente social do Núcleo de Saúde Mental da UnB, do Dr. Thiago Blanco Vieira, médico psiquiatra do Hospital de Base do Distrito Federal e de Ariana Gouveia, Voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV). O responsável pela mediação do debate foi o professor do Curso de Psicologia da UCB, Prof. Dr. Roberto Menezes de Oliveira.

Para eles, o suicídio e a saúde mental devem ser tratados como uma questão de responsabilidade de todos, não somente uma preocupação do serviço especializado. Nesse contexto, qualquer um pode ser um parceiro no acolhimento daqueles que estão precisando de ajuda. “É preciso enxergarmos a pessoa e o seu sofrimento, tirando o foco do problema psíquico. A condição necessária para sair do sofrimento é ser acolhido”, pontua Marcelo Tavares.

Segundo o pesquisador, a principal forma de prevenção ao suicídio é a preocupação com a saúde mental desde cedo, para que a questão não seja evidenciada apenas nas situações emergenciais. “É essencial analisar a história de vida da pessoa em busca da origem do sofrimento, que pode ser desde muito jovem. A partir da abordagem da importância da saúde mental desde cedo é que vamos chegar em algo parecido com uma prevenção efetiva contra o sofrimento psíquico”, defende.

Com base em sua experiência no Núcleo de Saúde Mental da UnB, Adelina Moreira observa, principalmente, que as pessoas precisam ser olhadas em sua totalidade e que é necessária a desmitificação do sofrimento psíquico no ambiente acadêmico. “O estudante passa por diferentes fases na graduação que podem abalar o seu estado emocional, seja por dificuldade de adaptação, pela competitividade na academia, seja pela falta de apoio da universidade em momentos essenciais, como no trabalho de conclusão de curso, entre outras questões”, explica. “É preciso pensar quais os mecanismos que as universidades dispõem para facilitar esse convívio social”, ressalta.

Relações humanas

Sob uma visão relacionada com a afetividade e a responsabilidade emocional, o psiquiatra da infância e adolescência, Dr. Thiago Blanco Vieira, afirma que a prevenção ao suicídio envolve ensinar as pessoas a construir boas relações humanas. “Prevenir o sofrimento significa que devemos estar disponíveis para gostar e estar com as pessoas legitimamente”, diz.

Abordagem na mídia

Lançada em 2017 pelo serviço de streaming Netflix, a série 13 Reasons Why (Os Treze Porquês) causou controvérsias ao tratar de temas como suicídio, estupro e bullying, sendo criticada pela forma que abordou tais questões. Quando questionado sobre a forma de abordagem dessas temáticas na mídia, a exemplo da série, Marcelo Tavares ressalta a relação do telespectador com aquilo que assiste. “Devemos tirar o foco da série (que seria o problema) e pensarmos em sua audiência. É necessário se perguntar e entender quais os impactos que tivemos ao assistir à série, o que sentimos e o que aquilo nos causou. Essa reflexão para si é mais importante em toda a questão da saúde mental”, explica.

CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma entidade sem fins lucrativos com viés humanitário, que busca oferecer apoio emocional e prevenção ao suicídio por meio de uma relação de ajuda. “O CVV não é diretivo, não aconselha nem consola; não pergunta e, principalmente, não julga. O foco é ouvir as pessoas e os seus sentimentos, de forma qualificada”, explica Ariana Gouveia, voluntária do Centro. O CVV possui atendimento 24h e, além do contato via telefone no número 188, também oferece o serviço via chat, e-mail e presencial. Para mais informações, acesse: www.cvv.org.br.


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