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22/10/2018 - 16:58
Biomedicina é destaque no 15º Congresso de Iniciação Científica
A UCB recebeu seis indicações ao Prêmio Destaque de Iniciação Científica e 20 Menções Honrosas
Biomedicina é destaque no 15º Congresso de Iniciação Científica
No último mês, aconteceu o 15º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal. Na ocasião, a Universidade Católica de Brasília (UCB) recebeu seis indicações ao Prêmio Destaque de Iniciação Científica e 20 Menções Honrosas. Dentre os premiados estão três estudantes do curso de Biomedicina: Lizandra Cristina Gonçalves (Prêmio Destaque de Iniciação Científica − Área da Vida, Brenda Rodrigues Marra e Larissa Martins Nunes (Menção Honrosa).

Confira aqui a lista completa dos premiados. A Cerimônia de Premiação acontecerá na próxima sexta-feira, 26 de outubro, no Centro Cultural ADUnB, no Câmpus Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), às 15h. Os certificados de Menção Honrosa e de Indicação ao Prêmio Destaque serão entregues na cerimônia.

Confira abaixo o depoimento das estudantes de Biomedicina premiadas no 15º Congresso de Iniciação Científica do Distrito Federal:

Lizandra Cristina Gonçalves


“Fiquei muito feliz com a indicação e sem dúvidas o reconhecimento do nosso trabalho em premiações como essa nos engrandece, tanto pessoal, quanto profissional. Desde o início do curso somos estimulados pelos professores a fazermos parte de programas como esse e isso faz uma grande diferença na nossa formação. O pensamento crítico e científico vai se moldando, pois aprendemos a fazer na prática, e não somente olhar o que está sendo feito. Essa experiência faz com que valorizemos ainda mais o trabalho de outros pesquisadores. Ao longo da jornada, nos questionamos várias vezes, pois somos passíveis de erros, e isso é normal, mas quando temos um resultado satisfatório é gratificante. Me sinto muito feliz em escolher a iniciação científica e tenho alguns planos profissionais, sem dúvidas a pesquisa científica faz parte deles”.

A pesquisa apresentada por Lizandra foi: “Avaliação da Atividade Antiviral de Bacteriocinas Contra o Vírus Herpes Simplex Tipo 1(HSV-1) através das Metodologias de Redução do Título Viral e Plaque Assay”.

“As bacteriocinas são substâncias produzidas por bactérias. É muito comum que substâncias naturais provenientes tanto de plantas, animais e também de microrganismos sejam estudadas como potenciais antimicrobianos. Isso se torna ainda mais importante quando percebemos que alguns medicamentos já não são eficazes para o tratamento de algumas infecções e patologias. Foram realizados ensaios in vitro e testadas 16 substâncias, das quais nove se mostraram promissoras no combate da replicação viral do herpes. É necessário que os estudos iniciados sejam continuados e sejam feitos ensaios in vivo para testar a segurança, eficácia e possivelmente o uso em humanos. As substâncias testadas nos ensaios in vitro não apresentaram citotoxicidade para as células que foram testadas. As células utilizadas para o ensaio foram de mamíferos (rim de macaco verde africano - Cercopithecus aethiops)”, explicou Lizandra Cristina Gonçalves.

Brenda Rodrigues

“Até agora não acredito que fui indicada. É um sentimento de gratidão e surpresa, porque eu nunca imaginei que seria indicada, e é bom saber que quando você se esforça, você pode receber reconhecimento por aquilo, e isso só motiva a continuar mais e mais”, disse Brenda.

Segundo a estudante, é importante para os discentes que possuem curiosidade na área da pesquisa participem de congressos como o de Iniciação Científica. “Isso acrescenta muito em diversas formas. A iniciação cientifica é uma experiência muito bacana, abre sua cabeça para o mundo. Essa foi a primeira vez que eu participei do Congresso e eu gostei muito. No começo eu estava muito nervosa por achar que seria um bicho de sete cabeças, mas quando chegou a hora de apresentar o meu projeto, pude ver que não tinha necessidade de ficar tão nervosa, depois de apresentar vem um sentimento bom de satisfação, pois você enxerga que todo trabalho que você teve valeu a pena. Foi com a iniciação cientifica que percebi que realmente era a área da pesquisa que eu queria seguir, eu me apaixonei e é o que eu quero para minha vida profissional”, disse.

A pesquisa apresentada por Brenda Rodrigues foi: “Avaliação da Atividade Antiviral do Peptídeo Pa-MAP1 Nanoformulado contra o Vírus Zika e o Vírus Herpes Simples Tipo 1”.

“As infecções virais constituem um grave problema de saúde pública que causam milhões de vítimas em todo o mundo. O tratamento e a prevenção dessas doenças são realizados a partir da administração de antivirais e vacinas, que são disponíveis atualmente contra alguns poucos vírus. Ainda existe uma enorme carência de drogas terapêuticas que possam inibir a replicação viral sem toxicidade celular e que possam ser usadas com segurança nos tratamentos das viroses. Em vista da necessidade de novas moléculas antivirais, pelo crescente surgimento de resistência viral aos medicamentos conhecidos, peptídeos antivirais apresentam-se como uma alternativa promissora. Alguns estudos descrevem propriedades antivirais de peptídeos, tanto contra vírus que infectam humanos quanto contra aqueles que acometem outros seres vivos. Um peptídeo sintético Pa-MAP1, com 26 aminoácidos, foi sintetizado a partir de peptídeos anticongelantes (APF), descritos em insetos, peixes e algumas bactérias, cuja função na natureza é permitir que o organismo viva em temperaturas muito baixas. Em estudos anteriores esse peptídeo apresentou atividade antiviral, sendo escolhido para ser estudado em apresentação nanoformulada. Como não foi possível sintetizar uma quantidade suficiente do peptídeo Pa-MAP1, outro peptídeo sintético, o mastoparano R4, derivado de um veneno de vespa, foi objeto desse trabalho, pois sua capacidade para inibir a replicação do herpesvirus humano 1 (HHV-1) ainda não havia sido testada. Observa-se que venenos de artrópodes são uma fonte muito diversa de compostos, incluindo peptídeos antivirais. Por essa razão, é crescente o número de estudos demonstrando a atividade antiviral de peptídeos derivados de venenos de artrópodes como aranhas, escorpiões e vespas. No estudo foram utilizadas células da linhagem Vero ATCC CCL-81(rim de macaco verde Cercopithecus aethiops). O peptídeo mastoparano R4 foi sintetizado em laboratório manualmente por técnica de fase sólida e utilizado após verificação da sua pureza; determinação das massas moleculares exatas utilizando um espectrômetro de massa do tipo MALDI-ToF/ToF Ultraflex III (Bruker Daltonics). O ensaio de viabilidade celular foi feito de acordo com o método de MTT e a atividade antiviral determinada por método de redução de título viral”, explicou Brenda Rodrigues.

Larissa Martins Nunes

“Foi gratificante ser indicada ao prêmio de Menção Honrosa pelo meu trabalho. Comecei na Iniciação científica em 2016, então a indicação me fez ter a certeza de que todo o tempo que me dediquei ao meu projeto foi valorizado e reconhecido. Porém, o mérito não é só meu, tive duas orientadoras incríveis, a professora Lídia Maria Pinto de Lima e a professora Cíntia do Couto Mascarenhas e também tive o suporte das minhas colegas do Laboratório de Virologia da pós-graduação”, destacou Larissa. Ela acredita que cada estudante deveria ter a experiência de participar de um programa de pesquisa.

“Na pesquisa o estudante tem a oportunidade de desenvolver seu pensamento crítico, o conhecimento técnico-científico e a solucionar problemas que podem ocorrer durante o desenvolvimento do seu trabalho, se tornando proativo. Além disso, há o contato com pesquisadores de outras áreas, outros projetos e outras metodologias, que também contribuem bastante para o conhecimento de forma geral” ressaltou.

Segundo Larissa, a Iniciação Científica contribuiu para o seu crescimento, tanto pessoal como profissional. “Ter contatos com pessoas que atuam no ramo da pesquisa me fez ser mais comunicativa e sociável e apresentar o meu trabalho nos Congressos me fez perder aquele medo que quase todos os estudantes têm de falar em público. Com toda certeza a pesquisa é uma das minhas opções de carreira profissional”, disse.

A pesquisa apresentada por Larissa foi: “Avaliação da Atividade Antiviral de Extratos de Plantas Semipurificados contra o Aichi Vírus”.

“O estudo teve como objetivo avaliar a atividade antiviral de compostos isolados de plantas medicinais nativas do Centro-Oeste contra o Aichi Vírus. Foram estudados sete extratos de duas plantas medicinais: duas espécies da planta Campomanesia spp (C. adamantium e C. xanthocarpa) e a Schinus terebinthifolius Raddi. O ensaio antiviral foi realizado contra o Aichi Vírus, um vírus causador de gastroenterites relacionadas a ingestão de frutos do mar, e posteriormente, eu também testei contra o Human herpesvirus 1 (HHV-1)”, explicou Larissa.

“Foram realizadas culturas de células da linhagem Vero e o efeito citopático foi observado em microscópio invertido. O ensaio citotóxico foi realizado pelo método MTT e a atividade antiviral foi determinada pela redução de título viral, usando o método estatístico de Reed e Muench, expresso em índice de inibição viral (IIV) e percentual de inibição (PI). O estudo demonstrou que três extratos da planta Campomanesia spp testadas apresentaram atividade de inibição acima de 90% contra o Aichi Vírus, conferindo potencial efeito antiviral. Um extrato (STF-2) da planta Schinus terebinthifolius Raddi apresentou um percentual de inibição acima de 90% contra ambos os vírus estudados (HHV-1 e Aichi virus) nas concentrações entre 62 µg/mL a 15 µg/mL, e outro extrato (STF-4) da mesma planta apresentou um percentual de inibição contra o Aichi Vírus de 90% nas concentrações de 62 µg/mL a 31 µg/mL, porém não obteve resultado de inibição contra o HHV-1” ressaltou.

Confira aqui outras informações do 24º Congresso de Iniciação Científica da Universidade de Brasília e do 15º Congresso e Iniciação Científica do Distrito Federal.


Rodrigo Eneas

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