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17/09/2010 - 15:13
A Boa Nova em Nossas Vidas
Dia: 09 de setembro de 2010 Evangelho da Semana

Evangelho de Lucas - 15, 1-32

A Boa Nova em Nossas Vidas
Pe.Tininho

Queridos irmãos e queridas irmãs, o Capitulo 15 do Evangelho de São Lucas nos apresenta as parábolas que iremos refletir nesse domingo. É o coração do Evangelho, pois o texto nos mostra que o nosso Deus é misericordioso, que ele, diante de nossa fraqueza, nos convida também a sermos homens e mulheres misericordiosos.
Na parábola da ovelha perdida somos convidados a nos colocar a serviço, entre tantas ovelhas, daquela que não se encontra em nosso meio; aquela que não é contada pela sociedade e até pela igreja. Nossas festas e alegrias não são plenas enquanto aqueles e aquelas que estão à margem da sociedade não estiverem presentes como protagonistas. Pois muitas vezes nos comportamos como aqueles que não precisam de conversão e acham que já estão salvos. Ficamos com os olhos cegos e o coração insensível ao outro que tanto necessita de nós.
Na parábola da mulher que perdeu uma moeda, Jesus nos mostra que o amor de Deus torna-o vitalmente necessitado de encontrar a pessoa perdida para levá-la à alegria da comunhão no amor. E ao colocar como centro da parábola uma mulher, Jesus nos mostra sua predileção pelos pobres, pois é a mulher que mais sente o peso da necessidade, não só para si, mas também para seus filhos e filhas. Qual a mãe que não se alegra ao poder prover o alimento necessário aos filhos e filhas?
Jesus continua com mais uma parábola: a que nos mostra dois filhos e um pai cheio de bondade. O filho mais novo, pega a parte da herança e parte para um país distante. Lá gasta tudo. Enquanto tem dinheiro tem amigos. Ao terminar o dinheiro vem o abandono, o fundo do poço. Mas, por maior que seja o sofrimento, sempre há uma luz a nos iluminar. O filho mais novo decide então voltar à casa paterna. O que o motiva a voltar, mais que a saudade do bem-estar, é a figura, a imagem do pai que lhe havia perdido. Espera pelo menos ter o alimento necessário para a sua sobrevivência, mas não imaginava que no coração do Pai tivesse um lugar para ele. Ser seu empregado já bastava, pois teria a sobrevivência garantida. Mas ao chegar, o pai o cobre de beijos, abraços, oferece-lhe um banquete com um novilho gordo, calça-lhes sandálias, demonstrando que é um homem livre e lhe coloca um anel no dedo, significando com isso que a sua autoridade estava reconquistada. Nota-se que o pai não dá ouvidos para que ele possa falar de seus pecados passados.
Então entra em cena o filho mais velho que, tomado de ódio, de longe vê aquela cena de boas-vindas ao irmão mais novo. Pois ele sempre foi fiel e observante, comedido nos gastos, mas aquele que tudo gastou está nos braços do Pai. Sente-se traído e por isso indigna-se. Ele se considera justo e perseverante, mas é incapaz de aceitar a volta do irmão e o amor do Pai que o acolheu. Recusa-se a participar da alegria do reencontro.
É muito fácil o entendimento dessa parábola. O filho mais novo é imagem de todos nós que partimos para aventuras, que buscamos felicidades longe do amor de Deus. Vamos atrás dos prazeres do mundo, esquecendo que não encontraremos felicidade plena se não for sob as asas do Pai que sempre está de braços abertos a nos acolher. O filho mais velho somos todos e todas que se consideram salvos, não precisando de conversão, não necessitando da misericórdia do Pai. O filho mais velho são os fariseus e os doutores da lei, tidos como observantes e certinhos, que recusam os pobres e os ensinamentos de Jesus. Também somos todos nós quando ficamos indiferentes e indecisos em relação à proposta do Reino, assim como os fariseus de ontem. O Pai representa a misericórdia de Deus e a figura paterna que está dentro de cada um de nós. Ele é o interlocutor que deixa o filho fazer a sua experiência. Ele perdoa porque sabe que o filho é um limitado.
Por isso irmãos e irmãs, são convidados nessas parábolas a fazer a experiência de Deus que é misericórdia para com todos e todas. “Sede misericordiosos como vosso pai é misericordioso”, nos diz Jesus. Sendo assim, agiremos mais com o coração do que com dedo em riste. Seremos então homens e mulheres novos a fazer acontecer o Reinado de Deus que abraça a todos e todas, pecadores e justos, levando-nos a viver plenamente a vida.

Rezemos então: Mestre, que tua Palavra nos converta em homens e mulheres misericordiosos, a exemplo do teu Pai que não nos rejeita por sermos pecadores, mas vem ao nosso encontro com amor e misericórdia, porque sua alegria consiste em nos recebermos de volta quando nos afastamos Dele. Amém!

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