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15/09/2015 - 21:56
Universidade Católica recebe Virada do Cerrado
Com programação especial sobre o tema “Cidadania e Sustentabilidade”, o projeto celebrou o bioma do Centro-Oeste com palestras, oficinas e atrações culturais na instituição
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Esquerda Fotos: Juliana Tito Direita
Para celebrar o Dia do Cerrado, a Universidade Católica de Brasília (UCB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), realizou, nos dias 11 e 12 de setembro, o projeto “Virada do Cerrado: cidadania e sustentabilidade”. Com programação diversificada no Câmpus I durante todo o dia, entre palestras, debates, oficinas, exibição de curtas e atrações culturais. As programações ocorreram em 14 regiões do DF até o dia 13 de setembro.

Segundo o organizador do evento na UCB, professor do Núcleo de Formação Geral (NFG) e coordenador do Programa de Educação Ambiental (PEA), Prof. Itacir João Piasson, a Virada do Cerrado na UCB contou com o apoio da coordenadora do NFG, Prof. Jussara Mendonça de Oliveira Seidel, e equipe de professores e estudantes das disciplinas de Iniciação ao Ensino Superior, Antropologia da Religião e Ética, no debate do documento papal “Laudato Si”. Além disso, o coordenador do curso de Direito, Prof. Diaulas Costa Ribeiro, e o diretor da Escola Politécnica, Prof. Douglas Costa Ribeiro, participaram de reuniões de planejamento e gestão, juntamente com a organizadora do evento, Patrícia Fernandes Barbosa, do Ministério do Meio Ambiente.

O objetivo foi reunir a sociedade do DF para debater a questão ambiental no contexto do planejamento urbano e populacional e a valorização do Cerrado, que é o segundo bioma mais ameaçado do Brasil. O doutor em meio ambiente, Prof. Giorgio de Antoni, que falou sobre o tema “Laudato Si: um encontro entre ciência e religião”, abordou as graves consequências da degradação ambiental, que atingem o planeta. A encíclica escrita pelo Papa Francisco, chamada de Laudato Si, que significa “Louvado Sejas”, critica o consumismo e o desenvolvimento não sustentável.

Neste contexto, no final do mês de setembro, o Ministério do Meio Ambiente vai apresentar à Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) a proposta do Brasil para a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP21), que será realizada em Paris de 30 de novembro a 11 de dezembro. Para o Prof. Giorgio de Antoni, além de um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a degradação ambiental, a publicação indica como devemos agir para redefinir o progresso com uma visão complexa da ecologia integral, ou seja, das ciências humanas e sociais. “O todo é superior à parte. O Papa fala sobre a poluição, a mudança climática, a deterioração da qualidade de vida, a questão da água, da perda da biodiversidade, da desigualdade social, do aquecimento do planeta causado pelo homem, dos conflitos pela água e da saúde cada vez mais prejudicada. É uma relação de causa e efeito no meio ambiente”, explicou.

Segundo a consultora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na área de consumo sustentável, Fernanda Daltro, a sustentabilidade tem forte ligação com a comunicação e integra outras disciplinas, seja desenvolvendo novas formas de fazer o próprio trabalho ou trazendo conteúdo para a discussão geral. “Enquanto na psicologia se busca compreender o pensamento do consumidor, o papel do marketing é entender o comportamento do consumidor para se vender mais. Já na sustentabilidade procuramos saber quais mecanismos fazem com que a sociedade busque o consumo cada vez para, assim, podermos evitá-lo e tornar o consumidor consciente”.

Realizada em cumprimento à Lei 4.939/2012, a Virada do Cerrado inclui no mês de setembro a “Semana do Cerrado” no calendário oficial de eventos do Distrito Federal. O coordenador do PEA Prof. Itacir Piasson acredita que é importante debater o tema para que a população comece a ter mais consciência. “A virada acontece em todas as regiões do DF e a Católica foi escolhida para representar Taguatinga porque atuamos com responsabilidade socioambiental, contribuindo como instituição de ensino. Encontros mundiais servem para pensar políticas globais sobre a questão ambiental e, a partir disso, surgem propostas de mudanças para a inovação. Por isso lançamos um desafio aos estudantes: fazer um vídeo de até 30 minutos expondo um problema a ser solucionado na sua cidade para gerar discussão sobre a questão”, disse.

Atividades e projetos

As palestras abordaram o temas “Meio Ambiente e Sustentabilidade”, com a especialista Mariana Valente, e Educação Ambiental e Resíduos Sólidos, com a presença da palestrante Isabel Zaneti. Além disso, foram discutidas as principais propostas sustentáveis na voz do universitário à luz da “Laudato Si” e apresentadas, pelo assessor do curso de Direito, Prof. Paulo Bosco de Souza, iniciativas e desafios do curso de Direito e de Letras para a questão da água e do clima como bem comum e para a Educação Ambiental na UCB. Segundo o Prof. Paulo Bosco, estudantes de Direito e Letras estudaram a carta “Laudato Si” e apresentaram projetos comprometidos com o cuidado socioambiental e a sustentabilidade na formação e vida acadêmica. "O desafio foi incentivar os estudantes a elaborarem projetos de extensão para solucionar problemas. Isso porque o curso de Direito da UCB tem a missão de implementar normas e práticas ambientais dentro dos planos de ensino e discutir a questão ambiental baseada no Laudato Si, do Papa Francisco".

Bruna Medrado, 4º semestre do curso de Direito, apresentou o projeto “A água que você não vê”, para conscientizar sobre a água e sua contribuição para combater a fome no mundo. “O uso consciente da água pode reduzir a fome no Brasil e no mundo. Quanto de água é preciso para produzir os alimentos? É um problema de cunho econômico, portanto, com a água mais abundante, mais barata ela seria e isso influenciaria no preço dos alimentos”, analisou.

O projeto do estudante do 7º semestre do curso de Letras, Hilton Souza, aborda a sustentabilidade na economia de impressões em papel. O “troca-troca de apostilas” propõe o aproveitamento de materiais. “A ideia é simples: reutilização de materiais. Os CAs (Centros Acadêmicos) vão disponibilizar um espaço destinado a todas as apostilas utilizadas em cada disciplina e vamos colocá-las identificadas em um acervo. Assim, a próxima pessoa que vai cursar a mesma disciplina poderá utilizar esse mesmo material e isso reduzirá o impacto ambiental. Se você pensar em 50 páginas de apostilas, por estudante, por matéria e dentro desta Instituição, fará uma diferença enorme”, enfatizou.

Para Magdiel Cavalcante, 4º semestre do curso de Direito, o projeto “Multiplicadores Ambientais” pretende explorar a educação ambiental nas escolas da rede pública de ensino. “Pensamos em um trabalho voluntariado para dar formação aos estudantes da UCB para que eles possam trabalhar nas escolas com crianças do ensino básico. Serão aulas e atividades com base prática e teórica”, explicou.

O coordenador da pós-graduação em Educação da UCB, Prof. Luis Síveres, realizou também debate sobre “Ecologia: a toca e a oca da humanidade”. Além disso foram realizadas oficinas de Sustentabilidade no CELOGS (Campo Escola de Tecnologia Social), localizado no galpão atrás do campo de futebol do Bloco G, supervisionado pelo Gestor do Projeto de Educação Ambiental da UCB, Prof. Nilo Mendes, para a Construção Alternativa de um Coletor Solar e a Prática do Método Construtivo Ferrocimento.

Virada do Cerrado

Inspirada na Virada Sustentável de São Paulo, a Virada do Cerrado é um grande programa colaborativo de mobilização e educação ambiental que promove atividades socioambientais, educativas, esportivas e culturais. Integra o poder público, organizações da sociedade civil e setor privado em um grande movimento pela sustentabilidade socioambiental do Distrito Federal.

Anny Cassimira

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