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08/10/2015 - 21:03
O futuro profissional do farmacêutico
IX Jornada Farmacêutica discutiu as possibilidades de atuação relacionadas à sustentabilidade, à competitividade e à segurança do paciente
  • O futuro profissional do farmacêutico
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
O curso de Farmácia da Universidade Católica de Brasília (UCB) realizou, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, no Auditório do Bloco M, a IX Jornada Farmacêutica com o tema “Construindo o profissional que eu quero ser". O evento contou com palestras, mesa redonda, minicursos e apresentação de projetos dos estudantes do curso.

Foram debatidos temas sobre a prescrição farmacêutica, com a participação do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a atuação do farmacêutico em pesquisa clínica de novos medicamentos, a síntese de novos fármacos a partir de substâncias naturais e o panorama atual do acesso universal a medicamentos antirretrovirais. Além disso, foram realizados minicursos sobre o uso do álcool, gestão da qualidade em serviços de hemoterapia, citologia clínica, homeopatia e curso de primeiros socorros avançados.

Segundo a organizadora da Jornada Farmacêutica, Viviane Corrêa de Almeida Fernandes, existem diversas áreas de atuação para o farmacêutico. “Neste ano, formamos uma comissão para organizar a jornada com a colaboração dos estudantes. Abrimos inscrições para estudantes de outras instituições e também convidamos estudantes de escolas do ensino médio para conhecerem nosso curso. Mostramos uma visão abrangente sobre citologia clínica e homeopatia. A vantagem é que os estudantes podem participar das discussões com estudantes da UnB, Unidesc e Unip”.

Futuro profissional

A palestrante Raquel Cardoso, do Laboratório Sabin, abordou o perfil do farmacêutico nas análises clínicas voltado para a sustentabilidade, competitividade e segurança do paciente. Os farmacêuticos podem atuar como auditores de riscos, que evidenciam os riscos mitigados, na área financeira, com a gestão de custos analíticos, na engenharia clínica hospitalar para garantir o uso dos equipamentos efetivos. “Quando conheço como se faz um exame, posso encontrar soluções e melhorias e traçar planos de ações, além de analisar se um exame é lucrativo ou não e quais são os gargalos na produção”.

Raquel Cardoso explicou ainda que a academia trata de questões científicas e, quando o profissional vai para o mercado de trabalho, é preciso uma especialização para atuar em áreas diferenciadas. Para ela, “Hoje, os farmacêuticos e biomédicos acreditam que só podem trabalhar na bancada. Trouxe para os estudantes quais funções podem ser realizadas dentro da área de análises clínicas voltadas para o mercado. Com isso, temos um melhor desempenho na segurança do paciente para controlar riscos. A sustentabilidade em longo prazo tem tudo a ver com a profissão, pois, a partir de conhecimentos técnicos, ele pode atuar em mercados estratégicos”.

A palestra “Projeto Farmácia Viva em prol da saúde pública”, com o farmacêutico do Núcleo Farmácia Viva da Secretaria de Saúde (SES/DF), Felipe Tironi, abordou os diferenciais do serviço que é oferecido em 21 unidades de saúde que recebem fitoterápicos. “É uma medicina complementar e integrativa. O farmacêutico é peça fundamental para o uso das plantas e identificar qual a melhor forma de manipular essa planta para o cidadão, em forma de pomada, gel, xarope ou comprimido. É importante que as áreas de saúde tenham conhecimento das plantas medicinais, pois é a reconstrução do saber tradicional de um microambiente onde as plantas estão disponíveis”.

Idealizado em 1983, no Ceará, pelo farmacêutico Francisco José de Abreu Matos, o Projeto Farmácias Vivas unificou o conhecimento científico com o conhecimento tradicional. Em 2010, o serviço foi instituído nacionalmente pelo Ministério da Saúde (MS). No Distrito Federal, o projeto funciona há 26 anos no núcleo do Riacho Fundo I com o uso de plantas medicinais terapêuticas pelo sistema de saúde. “Os pacientes podem ter acesso aos fitoterápicos nos centros de saúde do DF. No núcleo, são feitos cultivo, processamento, armazenamento da droga vegetal e fabricação do derivado vegetal para incorporação em formulações farmacêuticas. Assim, os médicos e profissionais de saúde habilitados podem prescrever os medicamentos para os pacientes”.

Dyanne Martins, estudante do 4º semestre, participou da organização do evento. Segundo ela, é uma oportunidade dos estudantes se desenvolverem ao conhecer profissionais do mercado e criar redes de relacionamento. “Este conhecimento agregado é diferente da sala de aula e aprendemos muito com as palestras. Em especial, gostei da mesa redonda sobre prescrição farmacêutica e sobre os farmacêuticos que atuam politicamente para fazer com a profissão ganhe mais espaço”.

Anny Cassimira

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