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26/11/2015 - 14:46
Economista da UCB orienta sobre como utilizar o 13º salário
George Henrique Cunha destacou que é essencial fazer uma programação financeira e utilizar o décimo terceiro para o pagamento de dívidas. O pagamento da 1ª parcela está previsto para até dia 30 de novembro
Economista da UCB orienta sobre como utilizar o 13º salário Fotos: Faiara Assis
Para iniciar 2016 com saúde financeira, o planejamento deve ser feito com antecedência. Uma das possibilidades é utilizar o 13º salário para fazer uma programação adequada. A dúvida recorrente é escolher entre pagar dívidas atrasadas, investir ou gastar com presentes no Natal. O benefício extra foi criado em 1962 como um bônus para realização de satisfações pessoais, no entanto, com o desequilíbrio financeiro dos consumidores, pagar dívidas se tornou prioridade.

Esses dados foram confirmados por pesquisas divulgadas em novembro deste ano pelo Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). Para 46% dos entrevistados, o destino para o dinheiro extra neste ano será o pagamento de dívidas e um terço dos consumidores irão economizar, investir ou quitar as dívidas. Somente 18% deles pretendem fazer compras de Natal e 14% afirmaram que o valor vai para poupança ou investimentos.

Os trabalhadores devem receber a primeira parte do 13º salário até dia 30 de novembro enquanto a segunda parte será paga até 20 de dezembro, sendo que a 1ª parcela é maior do que a segunda, porque não são descontados os valores do INSS e do IR (Imposto de Renda). “Este é o momento ideal para fazer uma planilha de gastos, com o objetivo de diagnosticar a atual situação das contas e, então, decidir o que fazer com o salário adicional, pensando na economia para a realização de projetos pessoais e não no gasto com supérfluos”. Este é o alerta do economista e professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), George Henrique Cunha.

“O endividamento é um problema que deve ser resolvido com o próprio salário, ou seja, com a redução nos gastos familiares. Para sair do aperto, é necessário ajustar o seu padrão de vida ao seu orçamento. Relacione todas as despesas fixas e variáveis dentro de uma planilha eletrônica. Desta forma, você descobrirá o comprometimento dos seus ganhos com as despesas de aluguel, prestação da casa e do carro, telefone, impostos e cartão de crédito, incluindo todos os parcelamentos ao longo do ano”, aconselhou o coordenador do curso de Ciências Econômicas da UCB, George Cunha.

Compras de Natal, pagamento de dívidas e poupança

Antes de ir às compras de fim de ano, faça um diagnóstico da sua situação financeira. “Prefira fazer compras após o Natal, quando os preços estão em baixa e estoque itens quando estiverem em liquidação. Assim, terá sempre o vestuário renovado. Lembre-se que, em dezembro, os gastos aumentam com a pré-matrícula escolar ou da faculdade dos filhos e, no início do ano, já começam as dívidas com material escolar, seguro de veículos e impostos, como IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Por isso, ao invés de gastar com consumo, você pode se programar para as despesas que inevitavelmente virão”, alertou George Cunha.

Em tempos de crise, a palavra de ordem é organização e planejamento. Para o professor de Ciências Econômicas da UCB, “O endividamento pode ser inevitável em curto prazo, mas em longo prazo é inviável. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano. Se você quer comprar um carro novo ou fazer uma viagem, pesquise os melhores preços ou planeje-se para uma dívida de no máximo 36 meses. Outra alternativa para fugir do ‘nome negativado’ é poupar um pouco a cada mês, evitando o crediário”.

Para os que desejam economizar, a escolha do tipo de investimento vai depender da quantia. “Se quiser segurança e tiver pouco dinheiro, invista na caderneta de poupança, pois não incide imposto de renda. Se possui muito dinheiro para investir e puder correr riscos, invista em títulos do governo (Tesouro Direto) ou de bancos (CDB). Uma alternativa mais arriscada e com bom retorno, é aplicar na bolsa de valores”, ressaltou Cunha.

Anny Cassimira

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