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29/09/2016 - 17:20
O farmacêutico na sociedade
Palestras, minicursos, encontro de egressos e gincana cultural fizeram parte da X Jornada Farmacêutica que debateu as novas perspectivas para o profissional
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
Pensar no farmacêutico já não é mais como antes. Hoje, esse profissional tem a possibilidade de atuar, inclusive, dentro de hospitais. Pensando nesse novo cenário, a Escola de Saúde e Medicina, da Universidade Católica de Brasília (UCB), promoveu a X Jornada Farmacêutica, com o tema “Farmacêutico e sua importância na sociedade”, entre os dias 27 e 29 de setembro, no Auditório do Bloco K. Na ocasião, ocorreu também o V Encontro de Egressos e a gincana acadêmica cultural Rally DaFar.

A abertura contou com a participação da presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), Gilcilene El Chaer, que abordou as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Farmácia e o perfil do futuro profissional. A semana acadêmica contou com minicursos sobre cosmetologia, aplicação de injetáveis, coleta de fluídos biológicos, produção e controle de medicamento e registro e controle de novos fármacos. Entre os palestrantes, o farmacêutico da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em toxicologia, Mauricio Homem de Mello, falou sobre a avaliação de segurança e a regulação de novos fármacos, como o caso da fosfoetanamolamina.

A farmácia clínica e na nutrição

Letícia da Costa D’Oliveira, farmacêutica clínica industrial pela UnB, é residente no Programa de Atenção Cardíaca da Secretaria de Saúde do DF, pela Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Com atuação no Hospital de Base de Brasília (HBB), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Letícia falou sobre a atuação do farmacêutico na farmácia clínica.

Segundo ela, esta é a primeira turma de residência na área de farmácia clínica do DF. Para ela, o cenário é favorável e está em ascensão. “O farmacêutico dentro do ambiente hospitalar é um grande desafio, por isso, é preciso conscientizar esses profissionais da importância do papel do farmacêutico no cuidado com o paciente, na promoção da saúde e no uso racional de medicamentos”.

Entre os desafios da profissão, Letícia considera necessário ter conhecimentos técnicos agregados em Farmacoterapia e Farmacologia em uma ação integrada dentro de uma equipe multiprofissional. “Conhecer como esse medicamento funciona e qual a dosagem ideal para um paciente com uma doença renal grave, por exemplo, e quais ajustes devem ser feitos para o uso racional, amparado pela equipe de saúde”.

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançou a resolução 585/2013, que trata das atribuições do farmacêutico clínico. Por meio da Portaria 187/2015, no Distrito Federal, foi implantado o serviço de Clínica Farmacêutica na Secretaria de Saúde do DF. “Hoje, a maior parte dos hospitais regionais possui um núcleo de farmácia clínica. Como estímulo, foram lançadas, neste ano, as primeiras turmas de residência em hospitais, da qual eu faço parte. É uma oportunidade a mais de capacitação prática”, pontuou Letícia D’Oliveira.

O farmacêutico também pode atuar na área de análise sensorial dos alimentos, na interpretação das reações produzidas pelas características dos alimentos e materiais, por meio dos sentidos, como visão, olfato, audição. A nutricionista Mariana Veras, professora do IFB (Instituto Federal de Brasília), aponta que a área estuda como as pessoas percebem esses estímulos. “Pode ser um cosmético ou o sabor de um comprimido efervescente. A Católica possui um laboratório de análise sensorial, então, o objetivo é incentivar os estudantes a trabalharem nesta área, já que as grandes empresas que pretendem lançar produtos precisam realizar testes”.

Mariana apresentou ainda duas pesquisas consolidadas, publicadas em revistas internacionais, realizadas por egressas do curso de Farmácia, que utilizaram o laboratório da UCB. Com o estudo “As propriedades sensoriais e antioxidantes de infusões de passifloras silvestres do Cerrado brasileiro: potenciais como bebidas funcionais”, Juliana da Silva Quintiliano Rodrigues analisou chás de vários tipos de flores de maracujá ao comparar as propriedades de compostos fenólicos similares ao chá verde, além do potencial mercadológico por ter um sabor mais agradável e maior aceitação.

Já a pesquisa da egressa Izabel Lucena Gadioli, intitulada “Avaliação dos atributos de embalagem do suco de laranja na intenção de compra dos consumidores pela análise conjunta das expetativas e atitudes dos consumidores”, analisou quais os fatores interessantes na embalagem que levam à compra.

Anny Cassimira

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