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16/03/2017 - 14:52
O PIBID no auxílio à formação de professores
Com foco no aperfeiçoamento e melhoria na formação de estudantes dos cursos de Licenciaturas, o Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID) já colaborou para o desenvolvimento de 219 estudantes da UCB
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
Preocupada com a formação dos estudantes das licenciaturas, a Universidade Católica de Brasília (UCB) participa, desde 2012, do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID). O projeto é oferecido pela Diretoria de Educação Básica da CAPES DF, cujo principal objetivo é o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para o ensino fundamental.

Para participar do Programa a UCB passa por um processo seletivo, conforme edital divulgado pela CAPES e concorre com outras instituições de ensino superior às vagas do PIBID. Em seu quarto ano vigente na Universidade, o Programa já atendeu 219 estudantes e atualmente conta com 105 universitários de 8 cursos, que são: Ciências Biológicas, Educação Física, Física, Letras-Inglês, Letras-Português, Matemática, Pedagogia e Química. A Católica de Brasília desenvolve diversos trabalhos nas diferentes áreas do conhecimento em escolas públicas das cidades de Taguatinga e Samambaia.

A CAPES oferece bolsas de incentivo para os estudantes, os supervisores, coordenadores de área, gestores de processos educacionais e coordenadores institucionais. A UCB conta com 8 coordenadores, 12 supervisores e 2 gestores. “O principal objetivo do PIBID é fortalecer a formação dos futuros professores, porém é um projeto que abrange não somente o acadêmico, mas também os professores que participam”, explica a coordenadora institucional, Janete Cardoso.

São priorizadas a participar do PIBID as escolas que tem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) abaixo do indicado pelo Ministério da Educação (MEC). “É importante atuar nessas escolas justamente para colaborar com a melhoria da educação que ela fornece”, saliente Janete. Além do IDEB a escola precisa estar comprometida com o Programa. “É necessário ter professores com os perfis que a CAPES indica, participar das reuniões que acontecem na UCB, acompanhar diariamente os estudantes da escola e com isso se tornar uma instituição parceira no ensino e na formação de crianças e adolescentes”, disse Janete.

O PIBID na formação acadêmica
Por ser um projeto que agrega várias áreas de atuação do docente e promove a interdisciplinaridade, o Programa Institucional de Iniciação à Docência também proporciona aos universitários a possibilidade de pesquisa, pois os estudantes desenvolvem vários trabalhos com foco em pesquisa que, por sua vez, são apresentados em congressos, seminários e eventos Brasil afora. “Ao final do Projeto nós tivemos resultados excelentes, notamos que realmente a proposta e o conteúdo ensinados tinham dado certo e, com isso, nós conseguimos apresentar o nosso trabalho no Congresso de Educação Matemática, realizado na cidade de Curitiba - Paraná, em 2013”, revela o egresso do curso de Matemática, Kacio Eduardo Vasconcelos. “Então, foi um dos frutos do PIBID, que além da prática e do dia a dia, de viver a experiência de ser professor, há a possibilidade de realizar pesquisas, ou seja, desenvolvemos a habilidade de ser professor, de ser pesquisador e ser professor-pesquisador”, complementa.

Formado desde 2014, atualmente professor no Colégio Marista, lecionando para o 7º ano do ensino fundamental, Kacio relata um pouco sobre a sua experiência com o PIBID e o quanto participar do projeto colaborou para a sua formação acadêmica e atuação no mercado de trabalho. “O projeto iniciou no Centro de Ensino Fundamental 1 da Estrutural e a ideia era justamente aplicar o que aprendemos em sala de aula na Universidade com os estudantes da escola. O legal era exatamente isso, vermos a teoria e aplicá-la na prática, sempre com o auxílio dos nossos professores. Diferente do estágio obrigatório, que dura pouco tempo e não participamos ativamente das aulas, no PIBID nós somos mais ativos e temos voz ativa dentro de sala de aula”, explica Kacio.

“Hoje em dia no exercício da profissão, eu levo muito do que aprendi no Programa. Sou da matemática e ela tem que ter significado e isso eu aprendi em sala de aula com os meus professores e coordenadores do PIBID, que não é somente chegar em sala e ensinar matemática e fazer exercícios, é mostrar para o estudante que a matemática não é um bicho de sete cabeças e que há significado em tudo que se aprende”, salienta Kacio.

Emanuela dos Santos Bezerra, estudante do 7º semestre do curso de Letras-Inglês, participa do PIBID desde 2014 e revela a importância de participar do projeto e o quanto estar no PIBID lhe ensinou e mostrou a realidade da educação básica no DF. “O PIBID é um projeto que me abriu muitas portas, me trouxe muitas oportunidades que eu jamais imaginava. Primeiro porque estou atuando dentro da área e na escola pública, antes mesmo de estar formada e isso é um privilégio de poucos”, afirma Emanuela.

Trabalhar com a realidade de uma escola pública, com diferentes histórias de vida, tanto dos profissionais que atuam lá dentro quanto dos próprios estudantes é um desafio que Emanuela conhece de perto. “Poder desenvolver vários projetos no ambiente escolar, por exemplo, o meu que é voltado para o ensino da língua inglesa com o auxílio de músicas, séries, filmes, conversação e jogos com gramática e ver a adesão e participação dos estudantes que frequentam o nosso laboratório, nos proporciona um ganho muito grande no aprendizado deles e nosso”, revela Emanuela.

A coordenadora do Programa na UCB, Janete Cardoso, conta que “o PIBID desmistifica a ideia de que ser professor é ruim, complicado. O universitário vê que é difícil e desafiador, mas que não é impossível. Que existem métodos, técnicas, teorias, formas e metodologias que nos ajudam a atuar na área de uma maneira criativa, com responsabilidade e com formação adequada”, afirma.

Acompanhamento e capacitação
Uma vez por mês o PIBID da UCB realiza uma tarde de formação, com o objetivo de promover o debate e reflexões sobre os trabalhos desenvolvidos por cada área em suas respectivas escolas de atuação. O tradicional encontro aconteceu no dia 15 de fevereiro, das 15h às 18h e contou com a participação de estudantes e professores.


“A proposta dessa tarde de formação é refletir sobre a prática que o estudante tem no ambiente escolar com base em alguns educadores, como por exemplo, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, entre outros. Relacionando-os com algumas situações problema que eles vivenciam dentro de sala de aula, a fim de entender melhor como estão conseguindo aliar a teoria à prática”, explica a professora do curso de Pedagogia, Maria de Lourdes de Almeida.

O estudante do curso de Química, Luís Henrique, fala sobre a importância de participar da tarde de formação. “Este ano fará 2 anos que participo do PIBID. Como futuro professor, o Programa me dá toda base e experiência sobre a carreira de docente. Aprendemos a entender e a atender às necessidades dos estudantes. E as tardes de formação são importantes para promover o contato com acadêmicos de outros cursos, a trocar experiências e ver o que cada um está desenvolvendo dentro da sua área”, afirma Luís.



Carolina Matos

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