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23/03/2017 - 12:40
A gestão dos recursos hídricos começa em casa
Professor do curso de Engenharia Civil da UCB dá orientações para período de racionamento. Carlos Ferreira fala sobre como identificar vazamentos e a correta instalação da caixa d’água.
A gestão dos recursos hídricos começa em casa Foto: Arquivo pessoal
O racionamento no DF não tem previsão para terminar. Neste cenário de crise, muitas residências não contavam com reservatório de água e foram surpreendidas, tendo que fazer instalações rápidas para não ficarem completamente sem água. O professor do curso de Engenharia Civil da Universidade Católica de Brasília (UCB) e especialista em hidráulica, Carlos da Costa Ferreira, avalia que é fundamental o consumidor conseguir identificar os vazamentos em sua residência.

Um problema recorrente nas regiões que passam por racionamento é a pressão nos canos com o retorno da água. Por isso, o professor Carlos Ferreira orienta que não é necessário fechar os registros, pois aumenta ainda mais as pressões na rede. “Durante o desabastecimento, as tubulações se enchem de ar e, quando o fornecimento de água é reestabelecido, esse ar tem dificuldade de sair da rede, o que pode causar rompimento nos tubos e conexões”.

Outra reclamação comum feita pelos moradores, com relação à qualidade e ao aspecto da água, é a coloração escura e enferrujada. O professor explica que a situação acontece devido à forte pressão e velocidade da água durante o restabelecimento da rede. “A água faz uma verdadeira limpeza das tubulações, que estavam com sedimentos acumulados. Muitos moradores chegam a questionar a viabilidade do uso da água, mas basta realizar um processo denominado ‘decantação’. Deixe a água descansar num recipiente por um tempo e utilize para atividades diárias, como lavagem de carros, quintais e calçadas, descarga do vaso sanitário e regar as plantas”.

Segundo Carlos, a operação das redes é de responsabilidade da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) e o estabelecimento da água é feito de forma gradativa e monitorada para evitar danos. “Em caso de rompimentos, o morador deve acionar imediatamente a companhia de abastecimento para providenciar o devido reparo e manutenção. No caso de lesão, deve entrar com uma solicitação para ressarcimento dos danos materiais causados pelo rompimento”, explicou.

Saiba como fazer a correta instalação da caixa d’água


Primeiramente, para escolher a caixa d’água mais adequada, é necessário mensurar o consumo diário de água dos moradores. No DF, o cálculo é feito levando em consideração uma estimativa de 153 L/hab.dia. “Basta multiplicar esse valor pelo número de habitantes da casa e depois multiplicar por dois. Esse valor garantirá uma autonomia de dois dias para a família. Isso significa que numa casa onde moram três pessoas, será gasto uma média de 918 litros de água da caixa em dois dias de racionamento”.

A caixa d’agua deverá ficar localizada no local mais alto da casa, pois o abastecimento dos tubos acontece por “gravidade”.

• Verifique se o local suporta o peso da caixa d’água cheia.
• A caixa d’água deve estar sempre tampada e em perfeito estado, livre de rachaduras, trincas e buracos, que podem se tornar pontos de contaminação.
• As caixas d’água devem ser limpas pelo menos duas vezes ao ano.

Caça-vazamentos


Os principais meios de vazamento em casa são goteira nas torneiras, chuveiros e descargas, que são visíveis e podem ser sanados com reparo ou substituição das peças. Carlos Ferreira aponta algumas dicas simples para identificar o problema em casa:

• No vaso sanitário, a dica é remover a tampa da caixa e tentar escutar qualquer barulho de perto.
• Feche todas as torneiras, chuveiros, válvulas e registros. Se o hidrômetro continuar girando, é um alerta para vazamento em casa.
• Feche todas as torneiras e registros, marque o nível de água na caixa d’água e observe se, após alguns minutos, o nível do reservatório baixou.
• Nas áreas de jardim e terreiro, observe as áreas de terra fofa e úmida, além de regiões onde a grama está mais verde do que o restante. Nesses locais há grandes indícios de vazamentos não visíveis.

Anny Cassimira

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