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20/04/2017 - 19:51
Brasília: uma cidade para chamar de lar
Para celebrar os 57 anos da capital do país, a Universidade Católica selecionou três histórias de pessoas que têm Brasília no coração. Confira!
Brasília: uma cidade para chamar de lar Foto: Faiara Assis
Brasília é uma cidade que recebe pessoas de todos os lugares do país e do mundo, seja para trabalhar ou estudar. Apesar de ser relativamente nova, já há alguns anos também fazem parte da população os que nascem aqui. No dia 21 de abril, a capital do país completa 57 anos e, para celebrar a data, a Universidade Católica de Brasília (UCB) escolheu três personagens para mostrar, por meio de diferentes perspectivas, a importância do local na vida das pessoas.

Robert Pogue
“Os momentos mais importantes da minha vida vivi em Brasília. É onde tive a oportunidade de desenvolver minha carreira acadêmica, casar e ter uma filha. Sem dúvidas, uma cidade que estará marcada para sempre em minha história”.

Quando começou a programar os passos que daria na vida, o irlandês Robert Pogue não fazia ideia de que Brasília faria parte dos momentos mais marcantes de sua vida, muito menos das características estruturais e conexões culturais que a cidade oferece. Nascido em Limerick, localizada ao Centro-Oeste da Irlanda, onde graduou-se em Bioquímica, deixou sua cidade natal com o objetivo de evoluir na vida acadêmica.
A primeira parada foi na Inglaterra, local em que permaneceu por seis anos, todos dedicados ao doutorado. Com sede de crescimento científico, após essa experiência foi para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde ficou por mais seis anos e realizou o pós-doutorado. Nos EUA vivenciou uma das maiores mudanças de sua vida: um grande amor. Com o desenvolvimento da relação e a etapa acadêmica finalizada na Universidade da Califórnia, Pogue veio para a capital do Brasil em 2007 – local em que nasceu sua esposa; casando-se em 2008, na Catedral de Brasília, um dos cartões postais mais conhecidos da cidade.

Como a maioria dos estrangeiros, Robert Pogue imaginava o Brasil com estereótipos que foram desconstruídos ao chegar aqui. “Eu sabia que Brasília era a capital do país, mas antes de conhecer minha esposa, não sabia que era da forma como é. Sou fascinado pela forma como a cidade foi construída. A meta de 50 anos de progresso durante cinco anos foi um esforço realmente impressionante. Acredito que são poucos os países que conseguiriam trazer esse nível de construção do nada para uma cidade inteira em tão pouco tempo, de maneira organizada e planejada do jeito que é e com tantos monumentos”.

Frequentador de parques, pontos turísticos e até mesmo de locais normalmente frequentados por quem realmente é da cidade, o irlandês explica que a diversidade cultural é um dos aspectos que mais chamam sua atenção por aqui. “A cidade é um lugar muito interessante de vários pontos de vista. É entusiasmante viver em um lugar que possui essa influência de diferentes localidades. É como se Brasília fosse a representação do Brasil. Conheço toda a cidade porque participo de grupos de corrida e isso colaborou, não só para que eu conhecesse localidades que normalmente não visito, como também para me aproximar mais de pessoas que vivem aqui como eu. Já tive a oportunidade de receber amigos e familiares e, mesmo não sendo brasiliense, sinto orgulho da cidade que vivo e tenho o maior prazer de apresentá-la”.

Aos 43 anos e vivendo há quase 10 anos no país, o irlandês tem Brasília como o palco do seu desenvolvimento pessoal e profissional. Na Universidade Católica de Brasília teve a oportunidade de começar sua carreira oficialmente como professor universitário, atuando no curso de Ciências Biológicas e no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. Na vida pessoal, além do casamento, teve a chance de ser pai de uma menina, que completou dois anos em fevereiro deste ano. “Os momentos mais importantes da minha vida vivi em Brasília. Sem dúvidas, uma cidade que estará marcada para sempre em minha história”, enfatiza.

Ângela Silva Maracaipe
“O mais surpreendente e original na capital do país é ter um pouquinho de cada estado, pois, aqui, é o único lugar onde encontramos pessoas de todas as regiões”.

Na década de 1970, a família Silva Maracaípe, uma junção dos estados de Maranhão e de Goiás, mudou-se para Brasília, dando origem à Angela Silva Maracaípe, uma típica brasiliense, que possui raízes entre o Nordeste e o Centro-Oeste. Hoje, aos 26 anos, ao lado dos pais, ela cresceu em diferentes cidades-satélites – Samambaia, Taguatinga e Ceilândia – e pôde vislumbrar também o crescimento da cidade enriquecida pela diversidade, de culturas e de comidas típicas. “O mais surpreendente e original na capital do país é ter um pouquinho de cada estado, pois, aqui, é o único lugar onde encontramos pessoas de todas as regiões”. É por isso que Angela considera Brasília um espaço de encontros.

À noite, a psicóloga e analista administrativo da Escola de Exatas, Arquitetura e Meio Ambiente da UCB tem o costume de observar as luzes da cidade que encantam pela simetria das quadras. Outra curiosidade, que não parece ser um defeito aos olhos dela, é o fato de a cidade ter sido endereçada em número e letras e não por nomes, diferentemente de todas as cidades do país. “Vejo como Brasília é bem organizada em endereços. Tenho uma paixão especial pelas luzes, pois é quando percebo a simetria e a organização da cidade”.

Caseira, Angela gosta de curtir o descanso em dias de feriado, como a celebração do Aniversário de Brasília. De dia, o céu azul e limpo é um verdadeiro cartão-postal para turistas e moradores. Prestes a se casar, Angela faz o trajeto Taguatinga-Jardins Mangueiral para visitar sua nova casa. No caminho, ao atravessar a cidade, seu olhar passa pelo Lago Paranoá e pelo Eixo Monumental. “Sempre que passo pela região acho lindo ver a arquitetura do Eixo e a paisagem do Lago. E de sobra ainda temos um céu deslumbrante que nos cobre todos os dias”, encantou-se.

Para quem acha que os brasilienses não têm sotaque, a pronúncia dos conterrâneos é uma verdadeira mistura de culturas. Ao falar sobre o aspecto acolhedor da cidade, que foi ocupada por pessoas que construíram famílias e histórias, Angela Maracaípe carrega o sotaque de duas diferentes regiões, uma herança de família. É uma mistura acirrada, na qual predomina o gosto pelo Nordeste. “Amo a diversidade cultural que existe em cada cantinho da capital. Gosto de todas as comidas típicas: tanto daquela comida nordestina mais seca e também do tempero forte goiano. Adoro a cultura nordestina, que se mistura com a cultura do Sul, que se une às culinárias goiana e mineira. É um privilégio ter acesso a todas essas coisas e conhecer de tudo neste lugar. Temos festas juninas e ao mesmo tempo exposições gaúchas”, riu.

Segundo ela, a cidade abraça todos que a visitam, seja pelo amor ou por uma escolha profissional. “Todo mundo se encontra aqui. De certa forma, é como se pudéssemos conhecer cada canto do Brasil dentro de Brasília”. Restaurantes, shows, teatro e cinema são os principais roteiros da cidade. Mesmo com as limitações de diversão, Angela garantiu: “Não me vejo em outro lugar senão Brasília e adoro a rotina da cidade. Até essa busca dos brasilienses em viajar para outras cidades é uma característica interessante. Se eu morasse numa cidade litorânea, eu não teria tanto interesse em ir a outros lugares com praias porque não seria novidade”.

Para ela, Brasília é um berço de diversidade e é muito mais do que política. “Vale à pena conhecer Brasília! Existe todo um funcionamento político, mas também há lazer. É lindo poder conhecer e desfrutar desse colorido envolvente da cidade. Tudo é tão encantador. É uma mistura de coisas boas”, concluiu.

Cristiano Dantas
“Eu recebi grandes presentes em Brasília e os maiores foram os amigos, pessoas maravilhosas que me adotaram como integrante da família, e, além disso, a realização do meu maior sonho profissional: cursar Medicina”.

Pode-se dizer que “o amor” trouxe Cristiano Dantas para Brasília. E, mesmo com o fim do relacionamento após 13 anos de união estável, o amor por Brasília prevalece e aqui ele constrói seu futuro. O estudante de Medicina da Universidade Católica de Brasília (UCB) trouxe de Fortaleza - Ceará o seu carisma, alegria e a confiança em suas atitudes. Fez grandes amizades e há sete anos se prepara para levar ao consultório médico uma atuação eficiente e um atendimento humanizado como sua principal essência na profissão.

Cristiano é o primeiro filho, o primeiro neto e foi filho único até os seus 5 anos de idade, quando começou a receber seus três irmãos. Com o pai mecânico e a mãe professora, Dantas descreve com carinho o início da sua família. “Minha mãe foi professora do meu pai; como ele era mais velho do que ela, não teve aquela história de professor assediar o aluno. Foi o contrário (risos). Na verdade, eles eram maiores de idade. Se conheceram, se apaixonaram e depois se casaram”, recorda.

Apaixonado por sua cidade natal, Fortaleza - CE, Cristiano conta que o início de sua vida em Brasília foi marcado pela saudade dos encantos que Fortaleza tem. “No começo, foi bem conflituoso. Eu sentia muita saudade da praia, da comida, das músicas... mas com o tempo aprendi a conviver harmonicamente com Brasília”, descreve. E foi por meio da culinária nordestina que Cristiano ampliou sua rede de amigos. “Eu gosto de receber visitas em casa, daí fui convidando as pessoas a conhecerem ‘Maria Isabel’ (arroz com carne de sol), feijão verde com nata e queijo, assim fiz muitos amigos. Tive várias famílias que me adotaram”, revela.

Morador do Guará, Dantas fala que, de todas as capitais brasileiras que conheceu, Brasília transmite uma segurança única não encontrada em outras capitais. “Aqui há qualidade de vida. Temos bons parques, uma excelente educação formal. Hoje eu vejo que Brasília tem a cara dela. As pessoas falam que Brasília não tem identidade. Ela tem sim! A identidade de Brasília é a diversidade. Essa única palavra a traduz”, assegurou o estudante.

Conhecendo pessoas de todo o Brasil e de vários países, Cristiano fala que a diversidade trazida por cada um é o que a torna singular e culturalmente rica. Entre seus hábitos e lugares curtidos na Capital Federal está o Jardim Botânico, a Ermida Dom Bosco, a diversidade de cinemas e a variedade gastronômica. “Os restaurantes à beira do Lago Paranoá nos proporcionam uma contemplação bem marcante. Eu adoro estar lá”, afirmou.
Das inúmeras áreas de atuação do médico, Cristiano escolheu atuar na Saúde da Família. A personalidade ligada ao fácil relacionamento interpessoal fez com que Dantas se identificasse mais com essa área. “O internato é muito interessante para termos certeza do que se busca como médico e inclusive para dar luz ao que você não quer. Eu passei pelo internato em Saúde da Família e foi muito encantador, pois me fez ver que eu gosto muito desse atendimento à família e à comunidade. Me dá muito prazer isso”.

Cristiano Dantas já pesquisa e pensa em fazer a sua residência médica em São Paulo, em hospitais que têm referência nessa área, mas a atuação do futuro médico será na capital do país. “Recebi grandes presentes em Brasília e os maiores foram os amigos, pessoas maravilhosas que me adotaram como integrante da família, além da realização do meu maior sonho profissional, cursar Medicina”, afirmou.

A gratidão à cidade que o abraçou e tornou-se o seu lar será o melhor da sua formação, obtida com orgulho na Universidade Católica de Brasília. “O retorno que poderei dar aos meus pacientes de Brasília é o atendimento humanizado, um diferencial que temos muito forte no curso da UCB”, concluiu.

Por
Juliana Tito 
Anny Cassimira
Fátima Layane


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