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09/05/2017 - 16:15
A escola na tela do cinema
O 2º Encontro da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação utilizou o papel transversal do cinema para integrar os cursos e debater os meios tecnológicos para a produção audiovisual
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Esquerda Fotos: Faiara Assis Direita
O cinema é uma arte que, por meio de impressões em movimento, demonstra a realidade de culturas, conta histórias e produz experiências e sensações diversas. Além de uma forma de entretenimento, o filme na tela provoca reações que marcam, emocionam e traz reflexões. Pensando neste momento de construção, o 2º Encontro da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB) utilizou o tema “Cinema: quando a Escola se encontra na tela” para integrar os cursos. O evento ocorreu nos Câmpus I e II com palestras, mesas-redondas, cinedebates, oficinas e atividades culturais.

O evento promoveu debate sobre a produção audiovisual e seus meios tecnológicos, além do papel do cinema como representação social e como forma de intervenção na realidade. Na cerimônia de abertura, a diretora da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação, professora Christine Maria Soares de Carvalho, explicou que o tema transversal surgiu para fazer a integração entre os meios tecnológicos, que são utilizados para produção dos curtas-metragens, e o cinema como ferramenta para a educação. “Durante a premiação do Oscar, tivemos a ideia de integrar os cursos para começarmos a construir uma identidade própria da Escola. Em atividades simultâneas, o papel do cinema foi discutido amplamente, seja como forma de representação e intervenção social ou como mediador nos processos de ensino e aprendizagem”.

A palestra do professor da Universidade de Brasília (UnB), Ciro Inácio Marcondes, com o tema "Educação fílmica, educação para a vida: cinema, cineclubes e o desenvolvimento de um pensamento cinematográfico", apresentou um olhar sobre os cineclubes e falou sobre como potencializar os modelos educacionais. Para o pesquisador, o cinema se diversificou como meio de pensar a ponto de criar uma linguagem própria, que pode ser usada numa base educacional, voltada para o debate e a busca do aprendizado pela leitura a partir das imagens. “O cinema é uma maneira de pensar perto da comunicação e uma forma letrada, de literatura, com ensino, cultura e pensamento em linha. Pensando entre dois paradigmas, é preciso entender como a educação ocorrerá a partir das transformações e dos desafios atuais. Nossa escola continua baseada num pensamento em linha”, criticou.

Com a exibição de curtas-metragens, produzidos pelo programa de Mestrado em Comunicação, a edição do Cinerama promoveu reflexões sobre as contribuições do cinema para a educação. Segundo o coordenador do curso de Comunicação Social, o professor Joadir Foresti, o cinema é um tema atual independentemente do contexto ou local. “Com o cinema, é possível olhar para o mundo e para a história com outros olhos. Ele representa a vida e as questões culturais. Então, se você consegue levar a vida para uma tela é porque ocorreu uma pesquisa e um raciocínio. No encontro, expusemos as conquistas do curso de Comunicação em congressos e exposições regionais e nacionais, como na Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação) e na Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), com a apresentação de trabalhos de professores e estudantes”.

Do ponto de vista tecnológico, o professor Vilson Carlos Hartmann disse que os cursos de TI produzem formas de comunicação com computação gráfica e muitas cenas são produzidas virtualmente. “A educação e o cinema passam pela tecnologia”, frisou.

Mesa-redonda: conexões e relações tecnológicas

Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Programa de Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação (MGCTI), Ricardo Spindola Mariz, as redes sociais alimentam a intolerância por meio de um algoritmo de aproximação de pessoas com pensamentos parecidos. “Nas redes, o ser humano está comprometido com suas próprias relações de amigos, conhecidos e contatos, seja no Facebook ou WhatsApp. É um grupo de afinidades e, quando passo a conviver com o diferente, torno-me intolerante”.

Segundo o professor Ricardo Spindola, ao mesmo tempo em que as redes sociais possibilitam conversações e conexões, esses contatos aumentam a intolerância. “O fascínio da rede social é uma contradição, pois se resume à facilidade de se desconectar. Enquanto ao falar uma coisa difícil para alguém pessoalmente ocorre um constrangimento, nas redes, basta publicar e virar a página. Quando um grupo começa a te incomodar, a primeira ação é silenciá-lo e depois excluí-lo”.

Já o professor do Programa de Mestrado em Comunicação e do curso de graduação em Comunicação Social, Alexandre Schirmer Kieling, acredita que é preciso ter uma atenção especial em relação ao uso incondicional das tecnologias de internet e distribuição de conteúdos. Para o especialista, há filtros que controlam o tráfego desses conteúdos e traçam os perfis desses usuários. “Isso reflete na natureza e na especificidade do conteúdo, impedindo que ele tenha acesso a diversidades. A capacidade de reflexão é eliminada e reforça o que um grupo pensa em torno de ‘bolhas’. Elas fazem com que as pessoas se isolem e não trabalhem com a dificuldade de lidar com as diferenças”.

O pesquisador Alexandre Kieling explica ainda que isso afeta diretamente o conteúdo jornalístico, que passa a ser sujeito a outra racionalidade diferente do valor notícia. “Temos agora a referência das métricas que são gradualmente monetizáveis, voltadas à captação de recursos. Tudo é feito em função do clique nas redes sociais, o que é uma analogia às notícias sensacionalistas de tabloides ingleses, que inventaram notícias falsas e isso foi reproduzido pelo mundo todo”.

Os meios de comunicação já foram condenados pelo controle da linha editorial, mas, hoje, esse controle é baseado no que é “absurdo ou sensacional” e não no que é verdadeiro. Para o professor Kieling, o uso da tecnologia deve ser prudente em relação a publicações impressas, on-line e de radiodifusão. “É preciso criar marcos regulatórios para o uso de conteúdos. A referência da fonte deixa de existir e isso é muito sério. Diversos jornais começaram a usar robôs no lugar do jornalista, que representa o ser ético e moral. Essa tecnologia trabalha por meio de métricas de notícias atraentes”.

Na palestra de encerramento, “A Tela transgressora. Deriva literária e voyeurismo no cinema”, a especialista Junia Regina de Faria Barreto falou sobre o cinema contemporâneo expresso na obra do cineasta francês, François Ozon. “O diretor trata das muitas telas dentro de um mesmo filme. Fiz uma abordagem sobre a união da educação com o fazer literário. O cinema, neste caso, fala sobre as relações complicadas e problemas como bullying, que afetam professores e alunos. O filme aborda o voyeurismo, que consiste na observação da vida privada e íntima, na vida dos indivíduos e dentro da realidade das escolas”.

Anny Cassimira

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