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18/05/2017 - 17:20
O amor por ensinar
Celebrado no dia 20 de maio, o Dia Nacional do Pedagogo se aproxima, e a egressa do curso de Pedagogia da Católica de Brasília fala sobre a sua satisfação pessoal e profissional em ser educadora
O amor por ensinar Foto: Faiara Assis
Tio, supervisor, coordenador, professor. Essas são algumas das várias denominações que o pedagogo recebe ao longo de sua jornada profissional. Ser da área da Pedagogia é ter responsabilidade social, conhecer histórias, se tornar parte de muitas, e, principalmente, ensinar com paciência e saber lidar com as diferenças.

Criado em 2010, o Dia Nacional do Pedagogo é comemorado anualmente no dia 20 de maio e homenageia os responsáveis pela educação e formação de crianças e jovens pelo país afora. Apaixonada por crianças e por ensinar, Camile Anjos de Oliveira, egressa do curso de Pedagogia da Universidade Católica de Brasília (UCB), se sente realizada profissionalmente e em sua vida pessoal. “O fato de poder trabalhar com crianças me encanta muito, pois acredito que é a partir delas que podemos mudar a sociedade. Então, a maneira como tratamos e educamos nossas crianças, será a maneira como a nossa sociedade vai ser. Apesar de muitos professores falarem para eu não fazer pedagogia, mesmo assim eu achei que fosse um espaço e uma área muito interessante e de grande impacto”, revelou Camile.

Seu primeiro contato com a educação foi por meio do ballet. Durante seis anos, Camile deu aulas de ballet para crianças, onde despertou sua paixão por ensinar. “Escolhi essa profissão, pois comecei a trabalhar com educação muito cedo. Inicialmente eu dava aulas de ballet e gostava muito de ensinar e foi isso que me levou para a pedagogia, o prazer em ensinar e estar com crianças. Foi a partir dessa percepção que eu precisava ensinar e que ensinando nós podemos transformar vidas, que eu me apaixonei pela pedagogia e resolvi fazer o curso. Outras questões que me fizeram optar por essa área foi o fato de algumas pessoas que eu conhecia terem dificuldade de aprendizagem e, pelo fato de eu sempre gostar de estudar, acabava sempre ajudando”, disse.

Ser pedagogo é estar em constante mudança, pois a maneira de se educar muda diariamente conforme a evolução da sociedade. “Acredito que pela educação nós conseguimos mudar a sociedade, fazer com que as pessoas tenham novos comportamentos’, salienta Camila. Para ela, ser pedagoga é um estilo de vida que a acompanha em todos os momentos. “Hoje em dia a profissão representa tudo em minha vida, como eu me comporto, como eu sou, tudo está vinculado ao que eu faço na minha profissão. Até porque o professor é um exemplo, não dá para desvincular a imagem do pedagogo com a imagem pessoal e social do indivíduo. É preciso ser coerente com a proposta de vida que escolhemos. Quando se é professor, você assume esse papel 24 horas”, esclareceu.

Hoje em dia, a figura do professor é associada a tudo. As pessoas recorrem ao profissional para resolver diversos problemas que julgam ser do domínio do pedagogo. “Muitas das vezes não é de nossa responsabilidade e mesmo assim é necessário ter um posicionamento para ajudar essa pessoa a resolver o seu problema”, disse Camile. O profissional da educação, de modo geral, tem que ter principalmente responsabilidade, pois trabalha com futuros e sonhos, além de ser muito criativo para ensinar vários temas de forma que prenda a atenção da criança e do adolescente. “É importante ser criativo, pois para lidar com pessoas não dá para fazer sempre a mesma coisa. É necessário se reciclar e se renovar a cada geração que aparece para lecionarmos. Pois, cada uma possui diferentes interesses”, explicou Camile.

Em uma sociedade altamente tecnológica, onde é possível ter o conhecimento na palma da mão, o profissional da pedagogia precisa se atualizar constantemente e nunca deixar de ser um pesquisador. Mesmo com as dificuldades do dia a dia e a desvalorização da área, para se ter uma vida em sociedade é primordial que exista a imagem do pedagogo. “Hoje, os valores se inverteram completamente, antes você tinha o professor como autoridade, mas claro que era algo bastante tradicionalista e por sua vez autoritária, mas ainda assim o professor tinha uma figura importante para as famílias. Atualmente vemos essa inversão, se o estudante tem algum problema na escola, o problema passa a ser do professor e não da família”, revelou.

Mesmo com os avanços da sociedade moderna, ainda falta perceber que o educador é a base de todas as relações. “O professor da fase inicial é primordial para o desenvolvimento e a formação do caráter da criança, pois é até os oito anos de idade que formamos a personalidade da criança. Então, as pessoas precisam reconhecer e ter um novo olhar sobre a profissão, que, por mais que seja desvalorizada, é fundamental para que a sociedade continue se desenvolvendo”, ressaltou.

É preciso investir na formação de mais professores
Formada desde 2011, Camile relata que é preciso ter mais professores. “É nítido o esvaziamento de salas de aulas dos cursos de graduação em pedagogia por todo o Brasil, pois as condições de trabalho do educador não são satisfatórias. O professor enfrenta violência, falta de reconhecimento, baixo salário e uma demanda que é além do que o profissional deve atender”, salientou.

Mesmo com todas as dificuldades encontradas diariamente, Camile se sente realizada e feliz com sua escolha profissional. “É uma profissão muito gratificante e tem que ser valorizada e o que me faz amar cada vez mais o meu trabalho é o fato de eu ver que tem efeito e não são resultados a longo prazo, é imediato, pois a criança absorve muito rápido o que se ensina a ela. Por isso, a figura do professor é essencial para dar continuidade à sociedade”, disse.




Carolina Matos

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