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22/05/2017 - 10:23
Um profissional, várias possibilidades de atuação
Para comemorar o Dia do Profissional de Letras, no dia 21 de maio, a professora e coordenadora do curso de Letras da UCB fala sobre a sua relação com o espaço acadêmico e a profissão
Um profissional, várias possibilidades de atuação Foto: Faiara Assis
Estudar a língua, entender a sua origem, a sua forma e como ela se insere no espaço é uma das principais funções do profissional de Letras. Há 23 anos, a professora e coordenadora do curso de Letras da Universidade Católica de Brasília (UCB), Lívila Pereira Maciel, passa o seu conhecimento, vivência e amor pela profissão para os seus estudantes.

Celebrado no dia 21 de maio, o Dia do Profissional de Letras homenageia aquele que não se limita apenas a uma única função, podendo atuar como professor, revisor, contador de histórias, redator, editor, tradutor, escritor, consultor linguístico, entre outras muitas possibilidades de atuação dentro da área. “A profissão representa uma atuação bastante afirmativa na sociedade. Não há como se pensar a vida, tanto individualmente quanto psiquicamente, sem a linguagem e a escrita. Ser um profissional de letras é pensar sobre a origem, a estrutura, o funcionamento, a produção do sentido e como circulam na materialidade da língua. Com toda a evolução da tecnologia e ascensão da sociedade moderna, muitas pessoas pensam que é arcaico ser profissional de letras”, afirmou Lívila.

Muitas pessoas não sabem, mas existe uma relação forte entre uma língua e a sociedade que a fala. O idioma que uma nação fala é a maneira pela qual se expressa no mundo, como o compreende e como as pessoas se apresentam e se posicionam no ambiente. “A sociedade é letrada, está dentro do domínio do escrito. Mesmo com a inovação e o surgimento de novas tecnologias da linguagem e da informação, a questão da escrita é muito importante. O profissional deve entender a importância da linguagem e não reduzi-la a uma mera ferramenta. Que trabalhe de um ponto de vista muito objetivo e distanciado. É necessário ter a percepção de que a língua tem uma estrutura e um funcionamento. Por isso, é importante estar sempre se atualizando sobre a área”, salientou a professora.

Um constante estudioso de sua língua e até mesmo de outras, quem atua na área de letras precisa ter paixão pelo o que faz e, principalmente, entender a sua importância na sociedade moderna. “Ao longo da minha trajetória eu sempre fui muito apaixonada pelo estudo de letras, pela leitura, pelo texto literário e o conhecimento da linguagem. Primeiro eu fiz história, depois letras e mestrado em literatura, então, não dá para fugir disso, justamente, por isso, pela paixão que eu tenho pela palavra, pela ciência da palavra. A literatura me dá a melhor dimensão para eu pensar a língua e a palavra na sua capacidade”, revelou.

Muito se diz sobre os desafios e as mudanças que a área de letras passa ao longo dos anos, ao mesmo tempo que há uma desvalorização do profissional, há uma crescente procura de seus serviços. ”As pessoas dizem que a língua está mudando, está acabando, que o texto acabou. Eu sempre falo que a literatura, por exemplo, é a arte da palavra. Nunca se viu tanta demanda pelo profissional. Então, a área de letras é bastante promissora no sentido de poder trabalhar com ensino e também com pesquisa”, disse Lívila.

Uma história por trás do ensino
Em setembro de 1999, no auditório do Bloco Central da Universidade Católica de Brasília (UCB), a professora Lívila fez a abertura do 1º Encontro de Letras, com uma palestra intitulada “Havia um Curso de Letras no Meio do Caminho”.

O curso de Letras da UCB sempre buscou ensinar, abordar formas diferentes sobre a teoria e a prática, trabalhando o português como língua nacional, o inglês como língua estrangeira e a literatura como as raízes poéticas do Brasil. “Sempre buscamos levar para os nossos estudantes uma formação qualificada, criando espaços onde se efetivava o trabalho do simbólico e do político”, salientou.

Com um projeto pedagógico inovador e reconhecido pelas comissões avaliativas do Ministério da Educação (MEC) “exploramos questões diversas, tais como autoria, novas práticas de leitura, novas textualidades, representações identitárias de língua e de sujeito, tradução, aprofundando as imbricações entre língua, literatura, processos de subjetivação e sociedade”, revelou a professora.

Entre tantos momentos vividos no ambiente acadêmico da UCB, Lívila fala sobre as amizades construídas graças à sua profissão. “A amizade instaurada pela busca e construção do saber, e que, por isso mesmo, institui outros laços, sinceros, sem alardes e amarras, entre todos e onde entrem todos. Assim, o valor da experiência que me vincula ao curso de Letras e à docência, é o de testemunhar que podemos vencer a ruína, o abismo, a aporia, passando por eles, protegidos pela delicadeza”, conclui.



Carolina Matos

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