Imprimir

 

a a a


 Principal

As comunidades eclesiais de base nasceram no Brasil durante a década de 60, como destaca OLIVEIRA (2000). As CEBs se desenvolveram também em outras regiões da América Latina e Caribe, com notável crescimento nos anos 70 e 80, sendo também encontradas em outros continentes.

As CEBs foram criadas, dentre outros aspectos, com a finalidade de suprir a ausência do sacerdote por meio de auto-organização leiga, contudo, colocando-se também sob a autoridade última do bispo local. São organizadas de forma a manterem sua unidade e identidade católica. Outro ponto marcante é que as CEBs reconhecem a importância da participação política e social para a construção de sua história. De fato, as Comunidades Eclesiais de Base estão inseridas em meios populares, representam a realidade local e enfatizam reflexões e mudanças em torno do processo de renovação pastoral em busca de uma nova forma de "ser igreja".

O Primeiro encontro Intereclesial realizado na cidade de Vitória-ES em 1975 foi decisivo para a articulação das CEBs. A partir desse momento, tornou-se intensa a produção de registros sobre a memória e a caminhada das CEBs.

Durante o 10º encontro Intereclesial realizado em Ilhéus-BA em julho de 2000, constatou-se a dispersão de valiosos registros sobre a trajetória das CEBs, até então devido a falta de recursos adequados utilizados na conservação e arquivamento de documentos. Dada a importância da tarefa a Universidade Católica de Brasília criou o Programa de Pesquisa e Documentação das Comunidades Eclesiais de Base em 07/02/2000, atendendo a demanda feita pela Comissão Ampliada das CEBs e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Desde então o Programa tem se articulado com as instâncias das CEBs e vem recebendo doações de valiosos registros e materiais simbólicos sobre as Comunidades eclesiais de Base.